Todo dia ela faz tudo sempre igual.

Todos os dias ela faz tudo sempre igual. Um ritual que se repete dia após dia, algumas vezes a disposição fica ao seu lado, lhe dá força e ânimo para aspirar o farelo de bolo do sofá, para juntar os brinquedos espalhados pela casa, para limpar o giz de cera que foi rabiscado pelas paredes da cozinha. Porém, existem dias que ela se quer tem vontade de sair da cama, para explicar pela centésima vez para que serve o penico, para não limpar a boca na manga da camiseta, para pintar somente no papel. 
Todos os dias ela explica porque precisa escovar os dentes, porque precisa comer direito, porque precisa dormir no horário, porque não precisa ter medo do escuro. Todos os dias ela explica que precisa ir trabalhar, que não pode comer doces sempre que quiser, que é legal emprestar os brinquedos e que é preciso se comportar e obedecer a professora.
Ela ensina o que é ser gentil, o que é ser bondoso, o que é ter respeito e o que é ser grato por todas as boas coisas que acontecem em suas vidas. Todos os dias ela diz “eu te amo” e vai para cama agradecendo por mais um dia, cansada, porém, feliz.
Mães são todas iguais, porém, com histórias diferentes e com finais quase sempre iguais. 
Todos os dias ela acorda quando o sol nem despontou. Ela pega o ônibus e sai de sua pacata cidade do interior e embarca rumo à “Cidade Grande”. Na bolsa carrega tudo que irá precisar para retornar apenas quando a noite chegar. Entre bocejos, lembranças e esperanças, ela caminha por aqueles corredores frios, até encontrar a porta por onde ela entra todas as manhãs, veste seu mais verdadeiro sorriso para encontrar, nada menos que ela: sua filha! 
Todos os dias ela faz tudo sempre igual. Há dois anos ela transformou um quarto de hospital em sua segunda casa, porque é lá que a sua filha de 3 anos mora. Não há desenhos rabiscados e nem brinquedos espalhados. Há sim, uma linda menina chamada Laura, que em uma cama espera o dia de poder voltar para casa. Uma menina que não vai fazer birra porque quer chocolate, que não vai derramar suco no tapete novo, que não vai chorar na hora de lavar os cabelos, nem mesmo teimar sobre qual roupa irá vestir. 
Todos os dias ela sonha em levar a filha de volta para seu quartinho, para poder viver na intimidade de seu lar, com cheiro de café passado e bolo quentinho. Para poder abrir a janela e lhe falar sobre o espetáculo do pôr do sol, para lhe apresentar parentes e amigos que ela ainda não conhece, para poder cantar suas canções favoritas e contar sobre os seus dias, sem a presença de enfermeiras e pessoas estranhas a elas. 
Alguns dias ela se sente mais cansada, exausta de uma rotina que parece não ter fim. Alguns dias ela chora querendo respostas que talvez não nunca terá. Outros dias, a esperança bate à porta e a convida para sonhar, para acreditar que existem pessoas que talvez ela não conheça, e quem sabe nunca irá conhecer, mas que podem lhe ajudar a realizar o sonho de uma mãe que só deseja ter uma filha no conforto e no carinho da sua casa, junto de sua família que a ama mais que tudo na vida.
Todos os dias ela dá lição sobre esperança! Ensina todos que convivem com ela sobre resiliência, superação e força, sendo um exemplo de mãe, esposa e mulher, sem perder a humildade e simplicidade, sempre acompanhada da fé de quem nunca irá parar de lutar.
Todos os dias ela diz “eu te amo” e vai para cama agradecendo por mais um dia, cansada, porém, feliz e com esperança de que amanhã o dia será ainda melhor!

Texto: Manuela de Godoy Gaspari

Essa é a história da pequena Laura e de sua mãe Fabiane. A Laura foi diagnosticada com a Síndrome de West, que a impede de respirar e comer. Ela possui uma gastrostomia para poder ser alimentada e passa 24 horas por dia na cama. Laura já recebeu alta, porém, ela precisa de um respirador, já que está com traqueostomia e sua família não possuí condições financeiras para compra do equipamento (CPAP). Apesar de grandes esforços e um longo tempo à espera de resposta da justiça, um juiz negou esse aparelho, o que é uma lástima para toda família.

Se você se sensibilizou com a história da pequena Laura, por favor, faça sua contribuição através do link https://www.vakinha.com.br/vaquinha/laurinha-quer-ir-para-casa/contribua?fbclid=IwAR2KNFBaCT57vhj6J0Gjo8nsem6_-PhNZsKM2uK0Jgsr7LGZx36pAzlu9l0

Ou através de depósitos na conta do pai dela SILVÉRIO LUÍS SCHNEIDER 
Banco: Sicredi
Agência: 0101
Conta: 66014-0
CPF: 002110940-05

A sua atitude fará toda a diferença na vida destas pessoas!