Tenha um plano, faça planos!

Sentada na sala de espera de um consultório médico, observando o vai e vem de pacientes impacientes, assim como estou agora, fico pensando quais seriam as histórias de cada uma destas pessoas. Eu estou em uma consulta de rotina, nada de mais, pelo menos assim eu imagino, mas seria esse o caso das demais pessoas que dividem o oxigênio aqui comigo?
Agradeço pela saúde que tenho, porém, penso o quanto deve ser dolorido travar uma luta contra alguma doença, principalmente quando se é mãe. Lembro de amigas e conhecidas que padeceram em consultórios médicos, algumas por estarem doentes, outras penaram na busca de diagnósticos precisos e tratamentos ainda mais certeiros para seus filhos. Gozando de toda saúde do mundo, já ficamos doentes por aguardar em uma sala de espera, climatizada, com som ambiente, revistas por todos os lados, imagino, então, como devem se sentir aquelas mães e filhos que não possuem acesso a consultórios como este em que estou confortavelmente sentada.
Há alguns dias, acompanhando o noticiário, me deparo com um pai em lágrimas, pois havia perdido seu único filho, um menino lindo de 5 anos, por pneumonia, após buscar atendimento em diversos Postos de Saúde e Hospitais Públicos, sendo que nenhum deles havia feito um exame de Raio X para comprovação do diagnóstico. Quando fizeram, já era tarde, o menino não conseguiu reagir ao tratamento. Como não sofrer a dor deste pai e desta mãe? Pneumonia! Uma vida que poderia ter sido salva!
Sei que o atendimento na Rede Privada também possui suas falhas, afinal, todo serviço, seja público ou privado, é feito de pessoas, assim sendo, pessoas são passíveis de erros, também ficam doentes, alguns dias de mau humor, outros dias sem humor algum. Também não é possível agradar todos os seres humanos, afinal, alguns podem até se irritar com o sorriso, com o bom humor e com a presteza de outros, eu mesma já presenciei coisas deste tipo. Mas ainda assim, eu fico com atendimento privado.
Eu faço tantos planos para a minha vida e, principalmente, para as crianças. Quero poder dar o mínimo de segurança, de tranquilidade, conforto e condições para que eles vivam uma vida digna. Não me importo em trabalhar somente para dar-lhes estudo e segurança. Ter um plano de saúde não significa que eles terão saúde, infelizmente uma carteirinha com seus nomes em minha bolsa não é garantia de contentamento, de bem-estar ou de alegria, mas para mim, mãe, significa segurança, proteção, cuidado e carinho. Posso não poder presenteá-los com os brinquedos do momento, ou com aquele passeio tão sonhado, mas me consolo em saber que poderei oferecer conforto quando precisarem. 
Por falar em planos, o ano está apenas começando, já traçou os seus?
Eu irei aproveitar este meu tempo nesta sala de espera para listar os meus, porque se existe algo que me move são meus planos, meus objetivos, minhas metas, meus desejos e meus sonhos e mais sonhos.

Manuela de Godoy Gaspari