Pensar nas outras pessoas, não significa que você não esteja pensando em você!

Sou daquelas pessoas que erguem a bandeira do respeito e da liberdade do pensamento e das ações, desde que, obviamente, não interfira na legalidade, no bom senso, na ética, e, principalmente, no coletivo. Luto pelo não julgamento, haja vista que todas as pessoas são passíveis de erros e de mudanças, ora para o melhor, ora para o pior. Confesso que não é um trabalho fácil, sendo necessário pensar muito antes de falar. Mesmo assim, tenho uma amiga que afirma: “Se pensou, logo, pecou”. Não precisa nem verbalizar!

Vamos direto ao ponto: quero falar sobre o coletivo! Sobre o que é de muitas pessoas, não somente o que é seu. Quero falar sobre estacionar ocupando somente uma vaga, ouvir música para si, não para a vizinhança, aguardar a sua vez na fila, colocar o lixo no lixo, juntar sua bandeja do almoço na mesa do shopping, não conversar enquanto roda o filme no cinema, entre outras coisas. Você não está sozinho no mundo, por mais que seu pensamento seja diferente do meu, quando seu pensamento e suas ações afetam o coletivo, não é bacana.

Acho válidas e saudáveis as discussões por pensamentos diferentes. Não precisamos concordar com a opinião dos outros, mas posso respeitar, ouvir e colocar também minha forma de pensar. Sempre respeitando, obviamente, afinal, ofender o outro por pensar diferente de mim, arrisco dizer que seria arrogância da minha parte.

Voltando ao coletivo: é aqui que enquadro a vacinação antigripal. Mal começou o outono e a discussão nos grupos de mães é vacinar ou não vacinar. Sabemos que a gripe é causada por um vírus, assim como a caxumba, a rubéola, o sarampo, a varicela. Muitas dessas doenças foram erradicadas pelo uso de vacinas, mas, infelizmente, estamos verificando casos crescentes delas, pela não vacinação, pela imigração de pessoas oriundas de países onde determinadas vacinas não são aplicadas. Ora, se é comprovada a redução dos casos de doenças pelo uso de vacinas, por que não as aplicar? Se existe um grupo de risco, ou seja, aquelas pessoas mais suscetíveis a doenças por baixa imunidade, sendo que neste grupo encontram-se as crianças, pensando no coletivo, não apenas na sua forma de pensar, não seria obvio vaciná-las?

Crianças frequentam escolas, ficam horas no mesmo ambiente fechado, colocam as mãos na boca, nos olhos, espirram como melhor lhes convier, dividem brinquedos babados na maior felicidade. Para elas não existe nojinho, não, elas interagem de corpo e alma, e os vírus, ah, os vírus agradecem!

Nesse contexto, volto a comentar sobre o coletivo. Respeito as pessoas que pensam diferente de mim, que duvidam da eficácia da vacina, que listam muitos motivos para não vacinar, alguns inclusive até razoáveis, porém, uma criança não vacinada em uma sala de aula de 20 crianças afetará o coletivo. Uma criança gripada em uma festa de aniversário colocará em risco muitas outras. Uma gripe não é apenas uma gripe, já foi também comprovado que gripe mata, é uma doença séria, não é brincadeira e merece atenção! Depois que aconteceu, não há como voltar atrás.  Então, aquelas mães que previnem, que cuidam, que acreditam na eficácia da medicação ficam horas na fila para a aplicação da vacina, deixam seus filhos suscetíveis aos vírus, porque não vivemos isolados, vivemos em sociedade, e nela nem todos priorizam a coletividade.

Da minha parte, desejo imensamente que outras mães pensem também nos meus filhos, assim como penso em tantas outras crianças que não nasceram de mim. Não somos responsáveis somente por nós mesmos. Pensar no outro é uma tarefa difícil, mas extremamente necessária.

Deixe nos comentários suas dúvidas relacionadas à vacina da gripe, buscarei respostas junto aos profissionais da Central de Vacinas Unimed, sendo que muito em breve postarei as respostas, esclarecendo ao máximo as questões que ainda não estão claras para você.

Vamos juntos cuidar das pessoas que amamos!

E se você já se convenceu, corre no link abaixo e agende seu horário!

http://medicinapreventiva.unimednordesters.com.br/

 

Manuela de Godoy Gaspari