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Os livros do meu filho.

 

Hoje é dia de mudança. Dia de arrumar o quarto e abrir espaço para uma nova fase na vida do filhote. 
É. Os filhos crescem. 
Me deparo com as prateleiras repletas dos livros que costumava ler pra ele quando pequeno, e é impossível não me emocionar ao lembrar das histórias que povoaram cada momento da vida dele. Cada um traz a lembrança dos sorrisos, das risadas e, muitas vezes, das lágrimas do ser mais especial que já conheci.
Abro "Como pegar uma estrela" e não consigo conter as lágrimas ao lembrar de quando ele tinha seus 5, 6 aninhos e amava essa história, me fazendo contá-la e recontá-la incontáveis vezes, analisando demoradamente as cenas, como a do foguete sem gasolina - uma das inúmeras e incansáveis tentativas do protagonista de alcançar a tão sonhada estrela, lembrando da perseverança que devemos ter com nossos sonhos.
Como não rir relendo "Fortuna", ao lembrar das risadas gostosas na parte que fala sobre como os animais adubam a terra, e de como tudo tem sua função na natureza. Lembro dos apontamentos desapontados dele acerca da transformação do espaço geográfico pelo homem, no final.
Ou então as peripécias engraçadas da Bruxinha Zuzu e o Gatinho Miú, de Eva Furnari, que o Felipe jamais cansou. Ainda gosta!
Me encanto novamente com os "Contos Africanos", que sempre têm uma teoria criativa e engraçada pra tudo, inclusive para as pintas da Galinha de Angola, pro nariz do porco e pro casco da tartaruga. Foram leituras muito divertidas, que eu e ele guardamos com muito carinho em nossos corações.
Impossível não rir quando lembro dos sustos dele, aos 2 aninhos, quando lia a história do falastrão "Sapo Bocarrão" e sua mania de grandeza, quando se depara com um enorme jacaré pop up, e o Felipe sempre se escondia aonde dava quando chegava nessa parte. Morria de medo do "jaca" gigante, ainda mais porque a mãe dele aqui, fazia questão de enfatizar o susto com vozes escabrosas, Tadinho. O importante era a lição da humildade.
São tantos livros que proporcionaram lindas lembranças... Tiro o pó de cada um e, com muito carinho e muitas lágrimas, acomodo-os em uma caixa, para que durem muito tempo ainda... Assim como nossas lembranças. E me despeço dessa fase tão linda da vida do meu filhote, da primeira infância, que soubemos curtir tão bem. Filho amado. 
Dizem que somos feitos de átomos, mas concordo com Airton Ortiz quando disse que somos o resultado dos livros que lemos, das viagens que fazemos e das pessoas que amamos. 
O que seria da vida sem a doçura dos beijos, abraços e "eu te amo's" sinceros, das lembranças verdadeiras, das emoções que elas imprimem em nossas almas?
Amo todas.
Gratidão por cada momento mágico que vivi até hoje, junto de ti, meu filho amado!!!

Texto: Sabrina Tonett

Fotos do arquivo pessoal.